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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Firefox suportará protocolo SPDY

O Firefox 11 incluirá suporte a alternativa do Google para o HTTP, o SPDY. O suporte ao protocolo foi incluído nas compilações noturnas (nightly builds), que eventualmente se tornarão o Firefox 11, mas o suporte está desligado por padrão, já que a especificação do protocolo ainda não está completa. Espera-se que o suporte ao protocolo permaneça desligado até o momento que sua especificação esteja completamente desenvolvida e finalizada. Brian Smith, da Mozilla, comentou sobre essa novidade, afirmando que "implementação precisa de mais testes" e que atualmente "não existem planos concretos para habilitar o suporte para qualquer rascunho de especificação SPDY". Usuários que desejarem testar o novo suporte ao protocolo precisarão mudar a preferência network.http.spdy.enabled na sessão de configurações avançadas (about:config) para ativar o protocolo.

O Google apresentou o SPDY no final de 2009, como um experimento para produzir uma alternativa mais rápida ao protocolo HTTP. O SPDY é capaz de lidar com vários fluxos concorrentes de dados em apenas uma conexão, enquanto mantendo uma semântica similar ao HTTP. O novo protocolo opera sobre TCP e todas as comunicações são criptogradas com TLS e comprimidas com gzip para assegurar a segurança dos dados e melhorar a velocidade de transmissão dos pacotes.
De acordo com o Google, em um teste prático, o SPDY pode efetivamente dobrar a velocidade de conexão a servidores web. Sua especificação ainda está em desenvolvimento; o esboço mais atual é a versão 3, que expirou em novembro. Uma nova versão preliminar deve ser apresentada em breve. Acredita-se que o Google esteja trabalhando com a Mozilla e outros grupos para levar a especificação do SPDY para o IETF. O Google já implementou o protocolo nos navegadores Chrome e Chromium e habilitou o protocolo em seus próprios servidores. Os usuários do navegador do Google pode entrar na URL chrome://net-internals/ e selecionar a aba SPDY para ver onde o protocolo está sendo usado.
Fonte: h-online, em inglês.

O que esperar do Fedora 17?

Os membros do Fedora Engineering Steering Committee (FESCo), responsáveis por decisões dos aspectos de desenvolvimento técnico do Fedora, aceitaram uma série de novos recursos propostos pelos desenvolvedores da distribuição Linux para sua versão 17. No estado atual das coisas, o projeto planeja tentar novamente migrar o sistema de arquivos padrão para Btrfs na nova versão da distribuição, com lançamento programado para maio de 2012. Essa mesma transição foi discutida para o Fedora 16, mas foi adiada pois o sistema de arquivos não atendeu aos critérios essenciais para permitir a mudança. Por exemplo, a existência de uma ferramenta capaz de conferir e reparar partições Btrfs; tal ferramenta ainda é um requisito, e sua ausência pode fazer com que o projeto adie mais uma vez a transição.

A lista de novos recursos aceitos para o Fedora 17 inclui também o plano para armazenar todos os aplicativos e bibliotecas sob o diretório /usr/. Isso significa que os diretórios /lib/, /lib64/, /bin/ e /sbin/ se tornarão obsoletos; contudo, por razões de compatibilidade, esses diretórios serão substituídos com o vínculos simbólicos apontados para os subdiretórios apropriados do /usr/. Essas medidas de reestruturação permitirão a geração de instantâneos (snapshots) atômicos do sistema de arquivos quando são realizadas atualizações; isso permitirá que usuários que encontrarem dificuldades com as atualizações possam retornar à antigas versões do sistema, sem perder quaisquer alterações que tenham realizado nos diretórios /etc/ e /var/. Também tornará mais simples integrar o /usr/ em modo somente leitura (read-only) ou acessar um compartilhamento /usr/ de múltiplos sistemas. O diretório usr pode ser armazenado em um disco separado mas deve ser montado pelo initramfs quando o sistema é inicializado. Os desenvolvedores voltaram atrás em seu plano original de eliminar, também, a diferenciação entre os diretórios /usr/bin/ e /usr/sbin/.
Com a versão 17, os desenvolvedores do Fedora também planejam remover o ConsoleKit e, ao mesmo tempo, introduzir suporte automático a "multi-seat". Também estão nos planos que todos os serviços sejam inicializados através do gerenciador systemd, e que o GNOME Shell seja funcional em sistemas sem aceleração 3D.
Fonte: h-online, em inglês.

Nova versão do Stow, o gerenciador de pacotes do sistema GNU

A ferramenta GNU para gerenciar a instalar de pacotes de software, GNU Stow, ganhou uma nova versão, a primeira desde 2002, após um retrabalho completo de seu código. O Stow permite que usuários gerenciem diversos pacotes de software, mantendo seus arquivos em diretórios separados, enquanto apresenta ao usuário um diretório único de arquivos executáveis, criado usando symlinks apontados para esses diretórios separados. A ferramenta é uma versão mais simples, e desprovida de uma base de dados, do aplicativo Depot do Carnegie Mellon.

A versão 2.1.0 foi lançada após o trabalho de desenvolvimento de Kahlil (Kal) Hodgson, que reescreveu todo o software para criar uma versão 2.0.1. Essa acrescentou a habilidade de interromper as operações do Stow até que qualquer potencial conflito entre pacotes seja resolvido. Desde que essa versão foi criada, o Stow sofreu uma nova reestruturação com suporte para ignorar arquivos de lista e o acréscimo de instalação e distribuição no estilo de CPAN. Houve também um grande número de correções no código e na documentação do projeto, a saída de depuração do aplicativo foi aprimorada e a documentação está disponível em versões PDF e HTML.
Mas detalhes da mudança estão disponíveis no arquivo NEWS associado com o aplicativo. O código-fonte Stow 2.1.0 está disponível sob a licença GPLv3 e pode ser baixado do gnu.org e de seus espelhos, juntamente com sua documentação.
Fonte: h-online, em inglês.

Fim do suporte para Red Hat Enterprise Linux 4

A Red Hat lançou recentemente um lembrete de que a série da versão 4 do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) vai alcançar seu fim de suporte regular no final de fevereiro de 2012. Os usuários regulares registrados dessa distribuição Linux, que expirará quando alcançar sete anos de idade, não receberão mais atualizações após essa data. A Red Hat recomendou aos usuários que mudem para as famílias das versões 5 ou 6; esse último será mantido pela Red Hat até o final de novembro de 2017. O RHEL 4 continuará a receber suporte por mais três anos dentro do programa de Extended Life Cycle Support (ELS) da Red Hat.

Os projetos desenvolvendo os clones gratuitos do RHEL, CentOS e Scientific Linux (SL), recentemente anunciaram que as séries 4 baseadas no RHEL 4 de suas distribuições Linux também vão alcançar o fim de seu tempo de vida em três meses. O projeto CentOS também ressaltou que a Red Hat não abrirá publicamente o código-fonte das atualizações ELS. Durante o prazo regular de suporte, a empresa disponibiliza o código-fonte de suas atualizações, o que permite que os desenvolvedores  atualizem seus clones com relativa facilidade, uma vez que seus esforços ficam reduzidos a recompilar os RPMs-fonte e realizar testes para assegurar a qualidade das atualizações.
Fonte: h-online, em inglês.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Oito anos de QEMU

Após quatro candidatos de lançamento, o projeto QEMU anunciou a chegada da versão 1.0 de seu emulador de sistemas de código aberto. O QEMU pode ser usado como um produto independente de virtualização de áreas de trabalho ou pode ser usado para emular o hardware de um sistema hóspede, como uma plataforma baseada em ARM em um PC x86 comum.

Essa grande atualização para o software agora usa um thread separado para cada VCPU e acrescenta suporte para novos CPUs; a emulação SCSI também foi aprimorada. Um recurso experimental é particularmente interessante: ao invés de gerar código nativo executado pelo sistema hospedeiro, o QEMU pode agora criar bytecode e executá-lo com seu próprio interpretador (Tiny Code Interpreter). Por causa disso, apenas o interpretador precisa ser adaptado para outros sistemas hospedeiros; não o código gerado.
Ambas as plataformas de virtualização KVM e Xen usam a tecnologia do QEMU como base para suas máquinas virtuais e se beneficiam de seus recursos, como a migração em tempo real com o QCOW2 na memória compartilhada. Contudo, o QEMU não é mais recomendado como uma solução independente de virtualização, uma vez que o desenvolvimento dos módulos aceleradores necessários foi suspenso.
O QEMU é um projeto fundado pelo programador Fabrice Bellard há 8 anos. Hoje o programa já passou por mais de 20,000 conjuntos de mudanças, com mais de 400 autores únicos. A tecnologia é atualmente capaz de simular mais de 400 dispositivos de hardware distintos em dezenas de plataformas diferentes.
Mais informações sobre o lançamento pode ser encontrado no relatório de mudanças. O QEMU 1.0 está disponível para download no site do projeto, onde também é possível encontrar extensa documentação sobre a tecnologia. O código-fonte do QEMU está licenciado sob a GPLv2.
Fonte: h-online, em inglês.

O primeiro alpha do Pangolin

A Canonical e os desenvolvedores do Ubuntu publicaram a primeira versão alpha da versão 12.04 de sua distribuição Ubuntu Linux, batizada de "Precise Pangolin". Destinada a desenvolvedores e bravos de espírito, a versão 12.04 Alpha 1 usa o kernel Ubuntu 3.2.0-2.5 que é baseada na recentíssima versão 3.2-rc3 do kernel Linux.

O primeiro alpha já traz algumas das mudanças previstas para o sistema operacional que foram decididas durante a Ubuntu Developers Summit (UDS). O tocador de música Banshee foi substituído pelo Rhythmbox. Apesar disso, os desenvolvedores afirmam que a Ubuntu One Music Store não está pronta ainda em sua versão GTK3 e então não é suportada pelo tocador. Além disso, vem instalados as versões 9.0 beta do Firefox e do Thunderbird, o Shotwell 0.11.6 e a versão 3.4.4 do pacote de aplicativos de escritório LibreOffice.
O Ubuntu 12.04 será uma versão com tempo de suporte estendido (Long Term Support, ou LTS), ou seja, está focada muito mais no ajuste fino e aprimoramento do que já foi apresentado nas duas últimas versões e não deve trazer consigo nenhuma grande mudança. As edições para cliente e servidor nessa versão receberão suporte da empresa por um período de cinco anos a partir de seu lançamento final.
Esse também será a primeira versão do Ubuntu que será distribuída em uma imagem ISO de 750 MB. Isso significa que ela não caberá mais em um CD comum, exigindo que os usuários gravem as imagens em um DVD ou copiem-nas em um dispositivo USB para a instalação. Os desenvolvedores não preencheram todo esse novo espaço para ser usado: a imagem da versão Alpha 1 para arquiteturas 32 bits possui apenas 703 MB.
Na lista de anúncios da versão Alpha 1, Kate Stewart, diretora de lançamento do Ubuntu, aponta que o uso de pré-lançamentos do Precise Pangolin não é encorajada para usuários que necessitam de um sistema estável e qualquer um que não esteja confortável com uma quebra eventual, ou mesmo frequente, do sistema. Usuários testando essa versão de desenvolvimento são encorajados a realizar comentários e relatar quaisquer falhas que encontrarem.
Para mais informações sobre esse primeiro marco de desenvolvimento, incluindo uma lista de problemas conhecidos, pode ser encontrada na página 12.04 Technical Overview. Uma lista de recursos e mudanças planejadas para a versão 12.04 do Ubuntu está disponível na página Blueprints for Precise. De acordo com a agenda de lançamento do projeto, o primeiro alpha será seguido por um segundo no começo de Fevereiro de 2012, após isso dois betas e um possível candidato de relacionamento estão nos planos. A versão final está prevista para o dia 26 de Abril de 2012.
O Ubuntu 12.04 LTS Alpha 1 está disponível para download em versões para sistemas em 32 e 64 bits do site do projeto.
Fonte: h-online, em inglês.

Novidades no SDK para o Arduino

A versão 1.0 do ambiente de programação para a plataforma de micontrolador Arduino foi oficialmente lançada. Além de ter seu visual completamente redesenhado e conter uma série de correções à falhas, o vigésimo quarto lançamento do SDK baseado em Java também inclui uma série de avanços tecnológicos.

A nova versão já suporte completamente as novas variantes R3 do Arduino Uno e componentes Mega2560.

Esses podem ser facilmente identificados por sua parte inferior branca e o uso das interfaces USB Atmega 16U2, ao invés dos modelos anteriores 8U2 ou chips FTDI. A função "burn bootloader" instala o software OptiBoot 4.4 atualizado.
O editor de texto dessa nova versão agora destaca vínculos, incluindo aqueles em comentários, e clicar em um link o abrirá em um navegador de internet. Por padrão, o editor agora usa a extensão .ino para esboços de trabalho (a terminologia Arduino para arquivos de programas), em virtude de conflitos com o padrão .pde, usado anteriormente, com o software de Processamento. A nova extensão .ino foi escolhida por ter as três últimas letras do Arduino.
Ao salvar um esboço antigo já existente, a extensão .pde será substituída. Contudo, ao contrário das antigas versões de desenvolvimento, essa versão não realizará essa operação de forma silenciosa; os usuários serão notificados e terão a oportunidade para mudar, ou configurar, o comportamento do software. A barra de status, localizada na parte inferior da janela do editor, agora mostra o modelo do Arduino e a porta USB usados.
Arduino 1.0
Os desenvolvedores realizaram mudanças significativas nas bibliotecas padrão. A biblioteca para Ethernet agora suporta DHCP e DNS, enquanto as novas classes wrapper Client, Server e UDP foram desenvolvidas para permitir código que seja independente do módulo Ethernet. A biblioteca SD agora suporta múltiplos arquivos abertos e acrescenta as funções isDirectory(), openNextfile() e rewindDirectory() para a interação com todos os arquivos dentro de um diretório.
A classe padrão Serial agora funciona de forma assíncrona. Por exemplo, chamar Serial.print() vai preencher um buffer ao invés de enviar dados pela interface, o que afeta substancialmente o desempenho do sistema. A transmissão atual é então assíncrona e ocorre por interrupções. Strings para impressão podem agora ser convenientemente armazenadas no flash envolvendo-as com o operador F(...), por exemplo Serial.print(F("Hello world")).
A nova versão não lista quaisquer mudanças que indiquem o suporte para o vindouro Arduino Due, baseado em ARM. O Arduino SDK 1.0 está disponível para download no site da empresa. Desenvolvedores forneceram uma lista completa de mudanças dessa nova versão em uma entrada no blog oficial do Arduino quando publicaram o candidato de lançamento.
fonte: h-online, em inglês.

Novo portal de apoio para desenvolvedores de software


A Globalweb Data Services Corp, joint-venture entre o Grupo TBA e o Grupo Benner, lança seu portal para os desenvolvedores de software. A proposta é captar e permitir que ISVs (Independent Software Vendor, ou fornecedores independentes de software) brasileiros possam ampliar a oferta de seus aplicativos para milhares de pequenas e médias empresas nacionais no modelo de computação em nuvem e com a cobrança de seus serviços sob demanda.

A fase inicial do projeto de captação de parceiros da Globalweb visa atrair e selecionar soluções em diversas verticais como: saúde, turismo, agronegócio, varejo, transporte, educação, construção civil, entre outros; além de soluções horizontais genéricas como CRM, ERP e E-learning. A ação inaugura a segunda fase do processo de construção de um mercado de soluções e serviços de computação em nuvem que a Globalweb vem conduzindo no País, e precede o lançamento do seu portal de serviços auto-provisionados “na nuvem” que está previsto para entrar em operação em fevereiro de 2012.
A partir do portal, na fase de registro, os desenvolvedores de software cadastram suas soluções e passam por um processo de seleção onde uma equipe especializada da Globalweb vai avaliar critérios técnicos e de mercado, como funcionalidade, potencial de mercado e adequação ao modelo de serviços de computação além de certificação do produto. Ao todo, são apenas 10 passos qualificadores para que as empresas se tornem parceiras da Globalweb e passem a receber todo o suporte para validação e porte de seus aplicativos, sendo operados e distribuídos “na nuvem” naquelas verticais a que se destinam.
Para Severino, 2012 será o ano da popularização das aplicações de serviços de computação, em que os projetos vão trazer resultados práticos. “Grande parte das empresas já compreendeu o conceito e os benefícios do novo modelo, seja para quem oferta ou para quem compra, mas necessitam de apoio tecnológico e canal de vendas para disponibilizar o produto. Agora é a hora de acelerar dentro desse mercado e disponibilizar o que é essencial para as empresas: infraestrutura, aplicativos e serviços de TI com um menor custo que a nuvem permite”, afirma Benner.
“O Programa para ISV é inovador no mercado; enquanto o ISV se foca no desenvolvimento do produto, dentro de padrões definidos, a Globalweb se responsabiliza pelo provisionamento, marketing, vendas, distribuição pela sua extensa rede de Canais e suporte técnico; viabilizando a conquista de novos mercados, com resultados para todos”, afirma Luiz Cunha, responsável pelo programa de ISV.
Fonte: Assessoria de imprensa Globalweb.

Ferramentas de desenvolvimento ARM para o Android

A ARM lançou o Development Studio 5 Community Edition (DS-5 CE), um conjunto de ferramentas para o desenvolvimento de aplicativos Android. Distribuído como um plug-in para o ambiente de desenvolvimento Eclipse e pode ser usado gratuitamente, desde que o usuário concorde com algumas restrições - a edição para comunidade é destinada a desenvolvedores individuais ou pequenas empresas com faturamento abaixo de cem mil dólares e menos de dez empregados.

De acordo com a ARM, o conjunto de ferramentas permite que usuários desenvolvam software nativo para dispositivos Android baseados na arquitetura ARM que opera quatro vezes mais rápido se comparado ao código Java. Ele atualiza e complementa o Android SDK e NDK (Software/Native Development Kit) do Google para incluir ferramentas de depuração e otimização que foram desenvolvidas para aprimorar o comportamento e eficiência energética de aplicativos Android escritos em C e C++.
A Community Edition inclui os recursos essenciais da edição comercial do Development Studio. Desenvolvedores encontraram, por exemplo, um depurador gráfico para código gerado com o NDK. O conjunto também possui ferramentas para ajuste fino de desempenho, incluindo uma versão básica do Streamline Performance Analyzer da ARM; isso permite que desenvolvedores identifiquem e corrijam os problemas de gargalos de desempenho em seu código. Mais informações podem ser encontradas no blog para desenvolvedores ARM, que também contêm instruções de instalação.

Fonte: h-online, em inglês.

Um plano para salvar as autoridades certificadoras

A indústria de segurança não tem carência de problemas difíceis de resolver, mas o que tem recebido a maior atenção do público e da mídia em 2011 é o de encontrar formas de aprimorar, ou substituir, a atual infraestrutura de autoridades certificadores (CAs). A última de uma série de propostas para restagar o sistema de autoridades certificadoras vem de dois pesquisadores de segurança do Google que sugeriram um plano para prover relatórios públicos auditáveis dos certificados assim como provas para cada certificado que é emitido.

O sistema proposto por Adam Langley e Ben Laurie é composto por três diferentes ideias, mas depende da criação de um relatório (log) público de cada certificado público que é emitido por uma autoridade certificadora. Podem existir qualquer número de relatórios públicos desses certificados, mas os logs serão estruturas para que sejam sempre apensos aos certificados, ou seja acrescidos aos relatórios anteriores e nunca os substituindo. As entradas nos relatórios serão o fim dos certificados na cadeias de emissão. Além dos relatórios, a proposta inclui o uso de provas que são enviadas com cada certificado para o navegador do usuário. Laurie e Langley não não definiram exatamente como será essa prova, mas sugerem que ela pode ser um certificado extra ou uma extensão TLS.
"Conforme os relatórios crescem, novos entradas serão periodicamente assinadas usando uma Merkle Tree assinada. O relatório estará publicamente disponível para download (provavelmente em parte correspondentes à assinaturas Merkle). Assim, donos de domínios podem monitar os logs por emissão de certificados para seus domínios. Se um certificado foi emitido quando não deveria, então o proprietário do domínio terá prova do fato (a mera existência do certificado é suficiente). E como os navegadores vão conferir as provas Merkle, não será possível emitir um certificado que não aparece no relatório de auditoria", os pesquisadores escreverem em seu documento, "Certificate Authority Transparency and Auditability" (Transparência e auditabilidade de autoridades certificadoras).
Um dos principais problemas que a proposta busca resolver é o de invasores serem capazer de comprometer as autoridades certifidoras de alguma maneira e emitir seus próprio certificados para domínios que não possuem. Isso vem acontecendo recorrentemente, com os ataques à Comodo e o comprometimento total da certificadora DigiNotar nesse ano. O invasor, aparentemente o mesmo em ambos os casos, pode emitir certificados válidos para diversos domínio, incluindo Google, Skype, Yahoo, CIA e outros.
A proposta de Laurie e Langley contempla três diferentes cenários que podem ocorrer se uma autoridade certificadora emite um certificado que não deveria ter sido emitido, seja por engano ou pelo comprometimento de seus servidores. Se o certificado ruim não aparece em um relatório público e nenhum dos relatórios está de acordo com a autoridade, então o cliente irá rejeitar o certificado. Se o certificado está em um dos relatórios públicos, o navegador do cliente irá aceitá-lo, mas o dono legítimo do domínio poderá vê-lo e revogá-lo. No terceiro cenário, se o certificado não está nos relatórios públicos e um relatório dá à autoridade uma prova fraudulenta, então o certificado será aceito. Mas essa prova eventualmente seria comparada aos relatórios públicos, não correspondendo com eles, e serviria como prova legal de que o relatório que está de acordo com a autoridade agiu mal.
Os pesquisadores afirmam que sua proposta possui compatibilidade reversa com navegadores e servidores atuais. Que exigiria apenas uma mudança de configuração no lado do servidor e que se um navegador antigo não for capaz de ler os relatórios públicos do certificado, ele apenas ignoraria esse código extra.
A proposta dos pesquisadores do Google é a última de uma série que tenta resolver as fraquezas inerentes do sistema das autoridades certificadoras. Antes deles, o pesquisador Moxie Marlinspike apresentou um sistema inteiramente novo, chamada Convergence, que depende de notários, ao invés das autoridades certificadores existentes. E a EFF propôs outro esquema, chamado de Sovereign Keys, que é desenvolvido para associar chaves específicas com domínios específicos.
Fonte: threatpost, em inglês.

Integração em código aberto

"Integração em código aberto" ("Open source integration") é o slogan que nos apresentar a versão 5 do Talend Open Studio; a coleção de software agora oferece ferramentas para a integração de dados e aplicativos assim como um componente para o gerenciamento de processos de negócio. Para fornecer esse último recurso, os desenvolvedores integraram a ferramente BMP da Bonitasoft. A Talend afirma que a nova versão do produto foi desenvolvida para criar uma ponte entre aplicativos locais e hospedados na nuvem, e para melhorar a integração de soluções de "big data", como o Hadoop.

O software livre de integração é formado por quatro componentes. O "Talend Open Studio for Data Integration" - antigo produto central do Talend Open Studio - que gerencia a integração de dados e ETL, foi estendido para aprimorar a integração do Hadoop e objetos .NET. O suporte ao Hadoop agora permite que dados sejam transmitidos para dentro e fora de sistemas HDFS. A Talend também melhorou o suporte ao mapeamento XML para tornar mais fácil a criação de serviços complexos de dados e estruturas relacionais.
O "Talend Open Studio for Data Quality" (antes conhecido como Talend Open Profiler) é responsável pelo perfilamento de dados e agora oferece assistentes para detecção de duplicação e dependência de dados.

Para auxiliar novos usuários a entender o processo, trabalhos de demonstração foram expandidos para oferecer exemplos de como resolver problemas comuns de qualidades de dados. Há também um novo recurso de visualização e suporte para validação de endereços usando a API do Google Maps.
O "Talend Open Studio for MDM" lida com Master Data Management e traz recursos aprimorados de busca, um criador de formulários personalizados para entidades master, um gerenciador aprimorado de hierarquia e um recurso de importação e exportação de dados de usuários web. O "Talend Open Studio for ESB" é baseado no Apache CXF, Apache Camel e Apache ActiveMQ para prover um serviço de comunicação (Enterprise Service Bus) para integração de aplicativos. Ele também possui um IDE (ambiente integrado de desenvolvimento) inteiramente baseado no Eclipse para criar serviços web, aplicativos REST, serviços de dados e roteamento de mensagens, além de incluir um simulador de testes e serviços, consoles de distribuição (deployment) e um repositório de artefatos integrado.
Todos os componentes estão agora disponíveis para download gratuitamente, o código-fonte está disponível sob os termos da licença GPLv2. A Talend planeja oferecer também uma versão comercial para empresas com oferta de suporte nas próximas quatro semanas.
Fonte: h-online, em inglês.

Oito anos de QEMU

Após quatro candidatos de lançamento, o projeto QEMU anunciou a chegada da versão 1.0 de seu emulador de sistemas de código aberto. O QEMU pode ser usado como um produto independente de virtualização de áreas de trabalho ou pode ser usado para emular o hardware de um sistema hóspede, como uma plataforma baseada em ARM em um PC x86 comum.

Essa grande atualização para o software agora usa um thread separado para cada VCPU e acrescenta suporte para novos CPUs; a emulação SCSI também foi aprimorada. Um recurso experimental é particularmente interessante: ao invés de gerar código nativo executado pelo sistema hospedeiro, o QEMU pode agora criar bytecode e executá-lo com seu próprio interpretador (Tiny Code Interpreter). Por causa disso, apenas o interpretador precisa ser adaptado para outros sistemas hospedeiros; não o código gerado.
Ambas as plataformas de virtualização KVM e Xen usam a tecnologia do QEMU como base para suas máquinas virtuais e se beneficiam de seus recursos, como a migração em tempo real com o QCOW2 na memória compartilhada. Contudo, o QEMU não é mais recomendado como uma solução independente de virtualização, uma vez que o desenvolvimento dos módulos aceleradores necessários foi suspenso.
O QEMU é um projeto fundado pelo programador Fabrice Bellard há 8 anos. Hoje o programa já passou por mais de 20,000 conjuntos de mudanças, com mais de 400 autores únicos. A tecnologia é atualmente capaz de simular mais de 400 dispositivos de hardware distintos em dezenas de plataformas diferentes.
Mais informações sobre o lançamento pode ser encontrado no relatório de mudanças. O QEMU 1.0 está disponível para download no site do projeto, onde também é possível encontrar extensa documentação sobre a tecnologia. O código-fonte do QEMU está licenciado sob a GPLv2.
Fonte: h-online, em inglês.

LLVM 3.0 exige Clang ou DragonEgg

A versão 3.0 da infraestrutura de compilação Low Level Virtual Machine (LLVM) foi lançada, seis meses após o lançamento da última versão do software, o LLVM 2.9. Para essa nova atualização do Low-Level Virtual Machine, os desenvolvedores removeram parte da "bagagem antiga" que se acumulou nas últimas versões, por exemplo, o LLVM 3.0 não suporta mais o frontend llvm-gcc; desenvolvedores devem usar agora o Clang ou o DragonEgg. De forma similar, formatos de arquivo de versões anteriores do LLVM, como .bc e .il, não funcionarão mais com a nova versão.

Novos recursos incluem a alocação de registros para a melhor geração de código, suporte a operadores atômicos e novo modelo padrão de memória do C++11. O backend MIPS não é mais considerado experimental - o suporte para as antigas arquiteturas MIPS1 e MIPS2 foram removidas, enquanto um suporte inicial ao MIPS64 foi acrescentada.

Ao estender o frontend do compilador C e C++, Clang, a equipe de desenvolvimento implementou o sistema ARC (Automatic Reference Counting) do Objective C e diversas funções do C++11 e o vindouro padrão C1X C++. O Clang agora oferece suporte inicial para o OpenCL. O DragonEgg também pode ser usado com o GCC 4.6, a última versão do GNU Compiler Collection.
Como antes, o frontend para o GCC continua a suportar oficialmente C, C++, Fortran e Ada, e oferecer suporte parcial para Java, Objective-C, Objective-C++ e Go. Um panorama detalhado de todas as mudanças podem ser encontradas nas notas de lançamento.
A Low Level Virtual Machine (LLVM) é uma infraestrutura de compilação, parcialmente patrocinada pela Apple, que consiste em uma coleção de bibliotecas e ferramentas para a compilação otimizada de geradores de código just-in-time. De acordo com os desenvolvedores, ele permite que código seja compilado praticamente em tempo real sem a necessidade de qualquer código específico para plataformas. O LLVM está disponível sob os termos da University of Illinois Open Source License.
Fonte: h-online, em inglês.

Onde se esconde o perigo

Em meados de novembro, o time latino-americano do GReAT (Global Research and Analysis Team), da Kaspersky Lab, identificou um conjunto interessante de trojans (programa malicioso que rouba dados financeiros) utilizando uma técnica chamada ciframento em bloco (block cipher). Para Dmitry Bestuzhev, diretor do Great para a América Latina, esta é a primeira vez que a criptografia de dados é utilizada na região no desenvolvimento de malware. Até então, os códigos maliciosos brasileiros eram considerados simples em comparação aos malwares de outras partes do planeta. O uso do block cipher por cibercriminosos demonstra que o golpes virtuais estão ficando mais sofisticados no Brasil.

Para o usuário final, a nova técnica passa despercebida. O golpe chega por meio de uma mensagem de scan phishing que, ao invés de direcionar o usuário para uma página de banco falsa, solicita a instalação de um programa para acessar a conta bancaria. Logicamente, o link contido na mensagem leva para um arquivo malicioso e infectará o usuário se executado. Por outro lado, o block cipher é extremamente eficaz para manter o golpe ativo por mais tempo. Simplificando, esta técnica criptografa grupos de bits, usando uma chave para decifrá-los.
Além disso, o golpe utiliza ainda a técnica de esteganografia, que neste caso foi utilizada para esconder os trojans dentro de arquivos de imagem JPG. Segundo Bestuzhev, esta técnica soluciona três problemas. Com esta técnica os cibercriminosos podem:
  • Enganar os sistemas de análise automática de malwares, fazendo com que o malware passe como uma simples imagem.
  • Confundir os administradores de redes corporativas, que provavelmente não serão capazes de identificar o golpe e manterão arquivos maliciosos ativos (online) por mais tempo.
  • Driblar os analistas de malware que não tenham o conhecimento necessário para lidar com este tipo de programa.
Confira mais detalhes técnicos no post http://www.securelist.com/en/blog/208193235/Steganography_or_encrypti (conteúdo em inglês).

Fonte: Assessoria de imprensa Kaspersky, em inglês ao Portal LinuxMagazine

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Wi-fi feito de sucata leva internet a lugares distantes da África. Aprenda a fazer o seu!

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, usam materiais baratos- tela de galinheiro, pedaços de madeira e bateria de carro- para possibilitar o uso da internet por moradores de áreas distantes da África e Oriente Médio.
A equipe do MIT usa um roteador e os materiais citados e, também, ensina moradores do Afeganistão e do Quênia a montarem antenas e criarem redes abertas de wi-fi. A improvisação é feita graças a uma antena parabólica acoplada ao roteador. O sinal é enviado, por radiofrequência, até uma segunda antena. Quanto mais parabólicas instaladas, maior a nuvem de sinais e mais gente pode se conectar.
Atualmente, o projeto abrange 45 centrais de distribuição de internet livre no Afeganistão e 50 no Quênia, onde a iniciativa já conectou três cidades inteiras. Perante todos os problemas da África, esta iniciativa parece ser pouca, mas é salutar e deve com certeza servir de exemplo para outras futuras.
A coordenadora do projeto, Amy Sun, deu a dica para montar um wi-fi caseiro:
05665267400 Wi fi feito de sucata leva internet a lugares distantes da África. Aprenda a fazer o seu! 
1. Baixe no site do projeto (fabfi.fablab.af/distribution) os moldes para a antena. Risque-os em uma superfície lisa de madeira.

2. Corte a madeira seguindo as formas marcadas. Use o triângulo como base. Encaixe os arcos na perpendicular, como mostra o desenho.

3. Grampeie uma tela de arame na base superior de madeira, de forma que cubra toda a parte interna da antena. Estique-a bem para não formar ondas.

4. Coloque o roteador dentro de um plástico (para se precaver de chuvas) e apoie-o em um dos arcos. Configure-o seguindo as instruções do fabricante.

5. Ligue o roteador na bateria do carro. Vire sua pequena antena para o centro do arco. Mire a parabólica para outra como ela. O sinal viaja até 10 km.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

KDE 4.8 Beta lançado para testes

A comunidade KDE lançou o primeiro beta para a versão 4.8 da KDE Software Compilation (KDE SC). Destinada aos interessados em testar a nova versão, a prévia de desenvolvimento da próxima atualização para o ambiente de trabalho em código aberto traz mudanças no Plasma Workspaces, aplicativos e plataforma sobre o qual foi desenvolvido, além de diversos aprimoramentos de desempenho e estabilidade.

O KDE SC 4.8 Beta 1 inclui suporte para o Qt Quick no Plasma Workspaces. O widget de notificação de dispositivos, agora escrito em QML puro, foi projetado usando o novo Plasma Components - uma implementação de API padronizada que possui um visual Plasma nativo. A visualização de arquivos no Dolphin foi reescrita para melhorar seu desempenho e escalonabilidade, e ao mesmo tempo atualizar o visual da ferramenta. Os desenvolvedores apontam que, tal qual a API, está atualmente em efeito, um congelamento de dependência e recursos, a equipe de desenvolvimento está agora focada em "corrigir falhas e aprimorar os novos recursos".
Mais detalhes sobre esse primeiro beta podem ser encontrados no anúncio oficial de lançamento e na página de informações sobre o KDE SC 4.7.80. O código-fonte para compilação e os pacotes binários para várias distribuições Linux estão disponíveis para download no site do projeto. Como sempre encorajamos que os usuários interessados em testar essa nova versão que enviem comentários e relatem quaisquer falhas que encontrarem.
O KDE está licenciado sob uma combinação de licenças LGPLv2, BSD, MIT e X11 para suas bibliotecas essenciais e GPLv2 e GPLv3 para os aplicativos.
Fonte: h-online, em inglês.

BRQ IT Services oferece 370 vagas de emprego

A BRQ IT Services busca profissionais na área de tecnologia da informação para preencher 370 vagas nas tecnologias .NET e Java. As oportunidades estão em Curitiba com 30 vagas, Rio de Janeiro com 100 e São Paulo com 240.

As remunerações estão acima do praticado pelo mercado, além dos benefícios (plano de saúde, vale refeição, vale transporte e vale alimentação). Preocupada com o bem estar do funcionário, a BRQ também oferece ainda outras vantagens, como programa de capacitação, incentivo à certificação e atividades como shiatsu e ginástica laboral.
Os interessados devem acessar o site da empresa para obter mais informações sobre as vagas e se inscrever. O candidato pode ainda enviar o curriculum para os endereços de e-mail das filiais vagas-sp@brq.com, vagas-cwb@brq.com, vagas-rj@brq.com; Os pré-requisitos exigidos são curso superior em andamento ou completo em faculdades de tecnologia como ciências da computação, tecnologia em processamento de dados ou engenharia de software.
As vagas são para os níveis júnior, pleno e sênior e é necessário que se tenha alguma vivência na análise e desenvolvimento das linguagens citadas acima.

Fonte: Assessoria de imprensa BRQ IT Services.

Node.js 0.6.3

Os desenvolvedores do Node.js anunciou o lançamento da versão 0.6.3 do framework de aplicativos dirigido a eventos e baseado em JavaScript. Um novo recurso dessa versão é a adição do NPM, Node Package Manager, à distribuição do Node.js. O NPM foi desenvolvido independentemente para oferecer os usuários do Node uma forma simples de empacotar e distribuir bibliotecas de código a se tornar o padrão de facto para o empacotamento no Node.js.

Ao incorporar o NPM na distribuição do Node, espera-se que todos os usuários podem depender desse sistema de empacotamento e distribuição robusto. Infelizmente, a versão 0.6.3 tem um problema com as páginas man, que estão incorretamente instaladas; uma versão 0.6.4 deve ser lançada em breve para resolver esse problema, e também para dar a opção de não instalar o NPM, para usuários que usam versões personalizadas do npm, mas ainda não existe a previsão de lançamento dessa versão.
As correções na versão 0.6.3 permitem que a versão nativa do framework para Windows, recentemente lançada, suporte caminhos com mais de 260 caracteres e resolva corretamente os caminhos de diretórios relativos a drivers. Outras mudanças estão detalhas no relatório dessa nova versão. O Node.js está disponível para download, como código-fonte ou como instaladores binários para Windows e Macintosh, no site do projeto; a solução está disponível sob uma licença MIT.
Fonte: h-online, em inglês.

O novo Linux Mint 12

A equipe de desenvolvimento do Linux Mint anunciou oficialmente a chegada da versão 12 de sua popular distribuição Linux. O desenvolvedor responsável pelo projeto, Clement Lefebvre, também anunciou que o projeto também realizou seu primeiro acordo para geração de renda em uma parceria com o motor de busca DuckDuckGo. No novo Linux Mint 12, o DuckDuckGo será o motor padrão de busca. Lefebvre ressaltou que o respeito da empresa à privacidade do usuário, não rastreando e personalizando as buscas, ou mantendo um histórico do usuário, além de oferecer uma série de recursos e estar comprometida com a comunidade de código aberto, foram as razões pela escolha desse novo serviço, estabelecido em 2008, como o motor de busca padrão do Mint.

Um grande número de sites de notícias responderam ao aparecimento do arquivo de imagem do Linux Mint 12 nos espelhos do projeto como uma indicação do lançamento dessa nova versão, mas os arquivos foram subsequentemente removidos para permitir o anúncio oficial do lançamento. A distribuição Linux Mint 12, batizado de "Lisa", é baseada no Ubuntu 11.10 "Oneiric Ocelot" e oferece mudanças significativas no design do sistema.
O projeto Linux Mint tem como objetivo apresentar uma distribuição Linux que é mais amigável ao usuário e oferecer uma experiência e compatibilidade mais completas incluindo o suporte à reprodução de DVD, Java, plug-ins e vários codecs de mídia. O Linux Mint 12 é baseado na versão 3.0 do kernel Linux e migra do ambiente de trabalho GNOME 2.32 para o controverso GNOME 3, especificamente a versão 3.2. Para lidar com os problemas que os usuários encontraram com a transição do GNOME 2 para o GNOME 3, mudanças no ambiente e fluxo de trabalho, os desenvolvedores do Mint criaram a Mint Gnome Shell Extensions (MGSE). Essas extensões acrescem ao ambiente do GNOME 3 uma variedade de elementos tradicionais da área de trabalho, que os usuários do GNOME 2 e do Mint estavam habituados, como um menu de inicialização e uma lista de janelas na parte de baixo da tela. Um novo tema do ambiente de trabalho "Mint-Z" e um conjunto de papéis de parede também está incluso.
Há ainda suporte para o antigo ramo 2.x do GNOME, os usuários tem a opção de instalar, em paralelo, o ambiente MATE Desktop Environment, um bifurcação do GNOME 2.32. Contudo, os desenvolvedores esclarecem que o MATE "ainda está em um estágio inicial de desenvolvimento e ainda não está estável". Os desenvolvedores da distribuição estão pedindo à comunidade para que ofereça comentários e assistência na maturação do pacote. O MATE está incluso na edição em DVD do Linux Mint, os usuários da edição em CD podem instalar o ambiente de trabalho com o pacote mint-meta-mate.
A distribuição também oferece uma lista atualizada de pacotes, que inclui a versão 3.0.1 do tocador de filmes Totem, o LibreOffice 3.4.3, o VLC 1.1.12, e a versão 7.0.1 do cliente de email Thunderbird e do navegador Firefox, ambos da Mozilla. Os usuários já receberão as atualizações novas versões do Firefox, Thunderbird e LibreOffice assim que executarem o gerenciador de atualizações. Os desenvolvedores afirmaram que o Moonlight, a implementação para Linux do plug-in de navegador Silverlight da Microsoft, foi removido devido a uma falha que quebrava o Firefox. Essa falha já foi corrigida no projeto original e o plug-in Moonlight pode ser baixado do site do projeto.
Mais informações sobre essa versão, incluindo uma lista de problemas conhecidos, podem ser encontradas nas notas de lançamento ou na página New features in Linux Mint 12 no site do projeto. Como o Linux Mint 12 é baseado no Ubuntu 11.10, as notas de lançamento do Ubuntu 11.10 também são relevantes para os usuários do Mint.
O Linux Mint 12 está disponível para download direto ou através da rede torrent como uma imagem ISO para CD e DVD para sistemas em 32 e 64 bits no site do projeto. Uma versão sem codecs ("No Codecs") oferece os mesmos recursos da versão padrão, mas sem a inclusão de software proprietário, tecnologias patenteadas ou suporte à formatos restritos.
Fonte: h-online, em inglês.

Bluefish com rastreamento de sintaxe

O editor para programadores e web-designers baseado em GTK, Bluefish, foi atualizado para a versão 2.2.0 com um novo rastreador de sintaxe, o recurso de busca e substituição renovado e suporte a mais linguagens de programação. A nova série 2.2.x também já suporta ambientes de trabalho baseados em GTK3, apesar de ainda funcionar perfeitamente no GTK2, e pode ser usado em Linux, FreeBSD, Mac OS X, Solaris e Windows.

O novo rastreador de sintaxe oferece aos usuários uma série de novos recursos como um comando para seleção de blocos, a opção de auto-completar usando funções definidas pelo usuário, a possibilidade de navegar rapidamente entre funções e o uso de comentários "com ciência do contexto" (context-aware). O recurso de seleção de bloco pode selecionar, em contexto, o bloco atual de código, usada novamente a ferramenta seleciona o bloco pai. Um estilo apropriado de comentários - como <!-- --> ou // ou /* */ - podem ser automaticamente inseridos em, ou removidos de, um documento com a opção de comentários "context-aware", mesmo com diferentes tipos de código em um mesmo documento, como um documento HTML que possui em seu corpo também código CSS e JavaScript. A função de auto-completar também está ciente de todas as funções que foram definidas no documento. Finalmente, há a possibilidade de navegação rápida, que dá a habilidade de se pular rapidamente para qualquer função definida no texto.
O suporte às linguagens Google Go, Vala e Ada também foi adicionada entre as linguagens suportadas pelo Bluefish, que já inclui linguagens como Java, JavaScript, Ruby, Python, R, Perl, Lua e SQL. Recursos habilitados pelo suporte à linguagem incluem a visão expandida dos blocos de código, além de opções de destaque dos blocos, informações de referência e auto-completar durante a digitação do código. A lista de linguagens suportadas agora é tão grande que os desenvolvedores também acrescentaram uma opção "incluir no menu" para permitir que usuários escolham apenas as linguagens que sejam relevantes para eles. Os desenvolvedores também apontaram que além dessas novidades muito esforço foi direcionado no aprimoramento dos recursos já existentes do Bluefish. Eles divulgaram um vídeo que fala sobre, e demonstra, os novos recursos da versão 2.2.0.
O Bluefish pode ser baixado do site do projeto e uma página wiki explica como instalar um pacote binário em várias plataformas, incluindo o Debian, Ubuntu, Fedora, Mandriva, AltLinux, Gentoo e Slackware Linux. O Bluefish está licenciado sob a GPLv3 e o projeto é patrocinado pela empresa Typo3. Um dos desenvolvedores afirmou que a vindoura versão 2.2.1 também vai incluir o suporte em plug-in para zen-coding.
Fonte: h-online, em inglês.